
Atleta de bocha paralímpica, publicitária e jornalista formada pela PUC Minas. Diagnosticada com Síndrome de Leigh aos 4 anos, Amanda nunca deixou de sonhar — e sua mensagem é simples: "Sonhe, sonhe, sonhe. Sonhe até que se realize!"
Nesta edição do NBN News, vamos contar a história de Amanda Alether, atleta de bocha paralímpica, publicitária e jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Nascida em 20 de fevereiro de 1995, em Belo Horizonte, Amanda foi diagnosticada, aos 4 anos de idade, com uma síndrome rara: a Síndrome de Leigh.
A partir disso, começou a sentir seus efeitos, com a perda gradativa dos movimentos de seus braços e pernas e, posteriormente, a capacidade de falar. Foram necessários anos de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia para lidar com a nova situação.
"Sempre lidei de forma natural com minha síndrome. Cresci em um ambiente familiar que me deu todo suporte e permitiu que eu me desenvolvesse da melhor forma", relata.
A bocha passou a fazer parte do cotidiano de Amanda em 2012, quando após ministrar uma palestra em uma universidade, um professor perguntou a ela se ela conhecia a modalidade. "Conhecer a bocha foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida", celebra.
Desde então, ela passou a treinar por meio do Programa Superar, da Prefeitura de Belo Horizonte, com a ajuda de seu pai Romeu Melo e de seus técnicos. Em 2016, Amanda disputou as Paralimpíadas Universitárias e conquistou o 3° lugar.
Em 2018, a atleta transferiu-se para a Associação Paradesportiva e Esportiva de Belo Horizonte (APEBH) e passou a disputar as competições do Regional Leste. A partir da mudança para este novo time, adaptações foram feitas na calha de Amanda, com a adição de uma tabela com a força para cada bola, para que seu pai e calheiro pudesse identificar as instruções da filha.
Em sua nova equipe, conquistou os regionais de 2018 e 2019. Ela também passou a escrever, de forma voluntária, textos e notícias para o site da associação.
Junto com a trajetória como atleta, Amanda nunca deixou de ministrar suas palestras motivacionais em universidades, empresas, clubes de futebol, sempre com o objetivo de motivar e estimular funcionários, alunos, professores, atletas e grupos.
As duas ocupações também disputam espaço com seu canal no YouTube em que fala sobre motivação e felicidade. Nele, mostra alguns de seus hobbies, como saltar de paraglider e rapel. "Sempre gostei de esportes radicais. Já saltei três vezes de paraglider, em Caraguatatuba (SP). A sensação de adrenalina e liberdade são inexplicáveis", conta.
"Sonhe, sonhe, sonhe. Sonhe até que se realize!", afirma Amanda.
